Uma discussão de casal terminou em lesão corporal e mobilização da Guarda Civil Municipal (GCM) na noite do último sábado(27), nas imediações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dona Rosa, localizada no bairro Jardim da Paz.
O homem envolvido na ocorrência estava desaparecido há cinco dias e foi localizado ferido com um canivete dentro de um veículo e de acordo com o boletim de ocorrência registrado no 01º Distrito Policial de Americana, dois guardas municipais realizavam patrulhamento preventivo quando foram acionados para conter uma desinteligência que ocorria nas dependências da unidade de saúde.
Ao chegarem ao hospital, os funcionários não souberam indicar o paradeiro da mulher, no entanto, informaram que o homem envolvido na discussão estava do lado de fora, dentro de um carro preto e em varredura pela via pública, os agentes localizaram um automóvel Hyundai HB20, de cor preta e ao se aproximarem do carro, que estava com a porta do passageiro aberta, os guardas flagraram um homem de 36 anos, portando um canivete.
Ele apresentava cortes profundos na região do pulso e do braço esquerdo e devido aos ferimentos, o autônomo foi prontamente encaminhado para receber atendimento médico na própria UPA.
Conforme relatado pela equipe policial, ele demonstrava comportamento confuso e proferia frases desconexas a respeito de seus familiares e sobre o término de um relacionamento amoroso. Dentro do automóvel pertencente à ex-companheira, as autoridades também localizaram e apreenderam um martelo multifunção.
Enquanto o homem recebia atendimento, a dona do veículo e ex-companheira do suspeito, a analista de 33 anos, compareceu ao local, onde explicou aos guardas que o homem estava desaparecido desde a quarta-feira, 22 de junho e segundo o depoimento da vítima, ela encontrou o ex-companheiro por acaso em frente à UPA por volta das 23h30, dando início a um forte bate-boca.
Na tentativa de impedir que ele saísse com o seu automóvel, a mulher tentou retirar a chave da ignição e nesse momento, o homem acelerou o carro bruscamente e a arrastou pelo asfalto, onde a mulher sofreu escoriações visíveis na mão direita, no cotovelo esquerdo e em ambos os joelhos, sendo também medicada na unidade de saúde.
Toda a abordagem, o socorro médico e o diálogo com as partes foram capturados pela câmera corporal acoplada ao uniforme de um dos guardas na ocorrência. O indivíduo autônomo cooperou com as ordens dos agentes e não precisou ser algemado.
O delegado de plantão qualificou o caso como crime consumado de lesão corporal sob as diretrizes da Lei Maria da Penha (violência doméstica).
Como não houve testemunhas presenciais no momento do registro, ambas as partes apresentavam ferimentos e a vítima manifestou não ter interesse em solicitar medidas protetivas de urgência nesta fase, a autoridade policial colheu os depoimentos e liberou os envolvidos após a emissão das guias para o Exame de Corpo de Delito (ECD) no Instituto Médico Legal (IML).
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Americana, que dará sequência às investigações.






