Movimento contra a demolição do estádio do União Barbarense completa três anos e avança em processos de tombamento

Por Redação 16/06/2026 às 17:20

Foto: FPF

O Movimento "Não à Demolição do Estádio do União" completa nesta terça-feira (16), três anos de atuação em defesa da preservação do Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, uma das mais importantes referências esportivas e históricas de Santa Bárbara d'Oeste.

A data é celebrada pelo líder do Movimento, Carlos Festa, como um avanço considerado significativo na luta pela preservação do local. Atualmente, o estádio possui pedidos de tombamento em análise junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e também ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT).

Recentemente, atendendo exigências do CONDEPHAAT, o movimento protocolou uma ampla documentação composta por 660 páginas. Entre os materiais apresentados estão leis municipais que reconhecem o Estádio Antônio Guimarães como patrimônio histórico e esportivo, laudos técnicos, plantas do imóvel, registros cartoriais, fotografias e um documentário cronológico de 162 páginas detalhando a trajetória do estádio.

Segundo o movimento, caso o pedido seja aceito pelo órgão estadual, será aberto oficialmente o estudo de tombamento. Com isso, o União Agrícola Barbarense Futebol Clube será notificado e o estádio passará a contar com proteção legal provisória, não podendo sofrer alterações em suas características sem autorização até a conclusão do processo.

A elaboração do material exigiu 33 dias de trabalho e contou com a colaboração do historiador J.J. Bellani, da representante da Fundação Romi, Sandra, do publicitário João Leopoldo e do fotógrafo Lucas Marturano.

O movimento destaca ainda o apoio popular à causa. Atualmente, a campanha reúne 14.304 assinaturas coletadas por meio do site tombamentouniao.com.br, além de manifestações favoráveis da Câmara Municipal. A expectativa é buscar também o apoio de deputados eleitos da cidade e da região após o próximo processo eleitoral.

Além do processo estadual, cópias da documentação serão encaminhadas ao IPHAN para reforçar o pedido de tombamento em âmbito federal. Os integrantes defendem que o estádio, que possui mais de um século de história, representa não apenas a trajetória do União Agrícola Barbarense, mas também a memória de gerações de famílias barbarenses.

Para o coordenador do movimento, Carlos Festa, a preservação do patrimônio histórico é fundamental para a identidade da cidade. "Uma cidade que não preserva sua história é uma cidade sem futuro", afirma.