Junho Vermelho: Hospital Municipal de Americana reforça importância da doação de sangue

Por Redação 13/06/2026 às 17:00

Foto: Prefeitura Americana

A campanha Junho Vermelho, que incentiva a doação de sangue, também reforça a importância da informação para ampliar o número de doadores. Embora o tema faça parte da rotina dos serviços de saúde, ainda existem dúvidas e conceitos equivocados que podem afastar pessoas aptas a realizar esse gesto simples e capaz de salvar vidas.

Para atender à demanda assistencial e manter os estoques em níveis seguros, o Banco de Sangue do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, necessita de pelo menos 30 doadores por dia. No entanto, durante os meses mais frios do ano, como ocorre neste período de junho, o número de doações costuma registrar queda significativa e, em muitos dias, não chega a 10 doadores.

Entre os tipos sanguíneos que exigem atenção constante está o O negativo (O-), por ser considerado doador universal. Isso significa que esse tipo de sangue pode ser utilizado em pacientes de qualquer grupo sanguíneo em situações de emergência, quando não há tempo para a realização completa dos testes de compatibilidade, tornando sua disponibilidade estratégica para os serviços de saúde.

Após a coleta, o sangue é separado em diferentes componentes, como hemácias, plasma e plaquetas, permitindo que uma única doação beneficie mais de um paciente e atenda diferentes necessidades terapêuticas. Os hemocomponentes doados beneficiam pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas com doenças hematológicas, recém-nascidos prematuros, gestantes com complicações obstétricas, transplantados e pacientes internados em estado grave. Em muitos casos, as transfusões são essenciais para a continuidade do tratamento e para a recuperação clínica.

"Quando se fala em transfusão sanguínea, muitas pessoas associam o uso do sangue apenas a emergências e vítimas de acidentes graves. No entanto, a realidade hospitalar é muito mais ampla. Todos os dias, bolsas de sangue são utilizadas para atender pacientes em diversas condições clínicas, o que torna a manutenção dos estoques um desafio permanente para os serviços de saúde", destaca o diretor médico do Hospital Municipal, Dr. Fernando Bertola.

Além disso, para a realização de muitas cirurgias, especialmente as de médio e grande porte, o Hospital Municipal precisa manter bolsas disponíveis como medida de segurança para eventuais intercorrências. Dessa forma, a disponibilidade de sangue influencia diretamente o planejamento assistencial da unidade.

"Diversos procedimentos dependem da existência de estoques adequados para que possam ser realizados com segurança. O hospital precisa estar preparado para responder rapidamente a qualquer necessidade transfusional. A disponibilidade de sangue é um dos pilares da segurança assistencial, por isso é fundamental que os estoques sejam mantidos em níveis adequados, e isso depende da participação contínua dos doadores", comenta o diretor.

Ele ressalta a importância de fortalecer a conscientização da população sobre o tema, pois a necessidade de doações existe durante todo o ano. "O sangue não pode ser fabricado, e não existe substituto para ele. Cada bolsa coletada representa uma oportunidade de tratamento e recuperação para diversos pacientes. Por isso, mais do que um gesto de solidariedade, a doação é um compromisso com a vida e com toda a rede de assistência à saúde", observa.

Conhecer como funciona o processo de doação também ajuda a esclarecer dúvidas e aumentar a confiança dos potenciais doadores. A enfermeira do Banco de Sangue do Hospital Municipal, Josniele Bidoia, explica que a doação é um procedimento seguro, realizado sob rigorosos protocolos de controle e qualidade. Todos os materiais utilizados são estéreis, descartáveis e de uso único, e o processo é conduzido por profissionais capacitados.

"A doação é rápida, segura e passa por diversas etapas de avaliação. Antes da coleta, todos os candidatos são entrevistados e passam por uma triagem que busca garantir a segurança tanto de quem doa quanto de quem vai receber aquele hemocomponente. Muitas vezes as pessoas deixam de procurar o serviço por acreditarem que não podem doar, quando, na verdade, poderiam ser consideradas aptas após a avaliação", afirma.

O secretário de Saúde de Americana, Danilo Carvalho Oliveira, reforça a importância do ato. "O Junho Vermelho é um momento crucial para unirmos forças e abastecermos o nosso Banco de Sangue, principalmente neste período de frio em que as doações diminuem. Doar sangue é um ato de amor ao próximo que salva vidas e fortalece toda a nossa rede de assistência. Convido a população de Americana a abraçar essa causa e fazer a sua parte, garantindo um atendimento seguro e eficiente para quem mais precisa", aponta.

Quem pode doar

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 quilos, ter entre 16 e 69 anos de idade -- sendo que menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis e, para a primeira doação, a idade máxima permitida é de 60 anos -- e apresentar um documento oficial com foto. Também é recomendado estar bem alimentado e descansado no dia da doação.

Algumas situações podem impedir temporariamente o procedimento, como casos de gripe ou febre e realização recente de tatuagens e piercings. Determinadas cirurgias, condições clínicas e históricos de saúde também podem resultar em restrições temporárias ou definitivas para a doação. Além disso, o uso de alguns medicamentos pode exigir períodos específicos de espera antes que a pessoa possa doar novamente.

Em caso de dúvidas sobre a possibilidade de doar, a orientação é procurar o Banco de Sangue para receber as orientações adequadas e passar pela avaliação durante a triagem com a equipe responsável.

"Algumas pessoas deixam de procurar o serviço por acreditarem que não podem doar, mas isso só pode ser definido após a avaliação realizada durante a triagem. Existem, sim, algumas restrições para a doação, por isso a aptidão de cada candidato é analisada individualmente, levando em consideração o histórico de saúde, procedimentos realizados e os protocolos dos serviços de hemoterapia vigentes", pontua Josniele.

O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi é administrado pelo Grupo Chavantes, por meio de gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Americana.