Dom Eduardo Koaik tomou posse no dia 28 de fevereiro de 1980 como Bispo Coadjutor com direito à sucessão e Administrador Apostólico “Sede Plena”. Com a renúncia de Dom Aníger em 11 de janeiro de 1984, tornou-se o terceiro Bispo Diocesano de Piracicaba.
Dom Eduardo era bispo-auxiliar do Rio de Janeiro quando, no dia 7 de dezembro de 1979, o Papa João Paulo II transferiu-o para Piracicaba, atendendo pedido de Dom Aníger Francisco de Maria Melillo que, com problemas de saúde, solicitou um bispo coadjutor.
Ministério episcopal
Tendo como lema episcopal “Construir na Caridade”, Dom Eduardo foi bispo-auxiliar do Rio de Janeiro por seis anos. Transferido para Piracicaba, administrou a diocese por mais de 22 anos, tendo realizado um profícuo trabalho pastoral e social. Construiu os seminários teológico, filosófico e propedêutico, ordenou 34 padres diocesanos e 33 diáconos permanentes. Criou 17 novas paróquias, cinco quase- paróquias e dois santuários marianos.
Para a formação do laicato, criou a Escola de Teologia para Leigos e a Escola de Catequese, que depois se tornou a Escola para Formação de Agentes. Em maio de 1980 lançou o Boletim Informativo, órgão de comunicação da diocese.
Introduziu na diocese as assembleias diocesanas, tendo presidido a nove assembleias de planejamento e nove temáticas. Como dimensão missionária especial da diocese, implantou, a partir de 1981, o projeto Igreja-irmã com a Prelazia de Coxim (hoje diocese). De 11 a 17 de junho de 2001, promoveu o 2º Congresso Eucarístico da diocese.
Desenvolveu as pastorais sociais, tendo criado diversos projetos e organismos. Em 25 de janeiro de 1988, criou a PASCA (Pastoral do Serviço da Caridade), com o objetivo de dar personalidade jurídica e administrar todos os projetos e trabalhos sociais da diocese. No dia 15 de maio de 2002, a Santa Sé aceitou sua renúncia (por ter completado 75 anos), tornando-se bispo emérito, mas continuou governando a diocese como Administrador Apostólico até a posse de seu sucessor, Dom Moacyr José Vitti, em 5 de julho do mesmo ano.
Terminado seu ministério à frente da diocese, continua residindo em Piracicaba, prestando sua valiosa colaboração. Como bispo emérito, ordenou mais três sacerdotes diocesanos. Continuou a residir no bairro São Dimas e atuava como vigário na Paróquia Santa Cruz e São Dimas.
Atuação na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
O trabalho de dom Eduardo Koaik não se limitou à Diocese de Piracicaba. Foi por duas vezes membro da CEP (Comissão Episcopal de Pastoral, órgão coordenador da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), respondendo, na primeira vez, pelo setor de Comunicação Social e, na segunda, pelo setor dos Leigos, das Comunidades Eclesiais de Base e da Pastoral Universitária. Também foi presidente do Regional Sul -1 da CNBB, que compreende as dioceses do Estado de São Paulo.
Foi presidente da Caritas, órgão da CNBB responsável pela ação social.
Fez parte da comissão de bispos indicados pela CNBB para acompanhar a Renovação Carismática Católica (RCC) e foi membro da Comissão Episcopal
Pastoral para o Laicato. Também foi membro do DECOS (Departamento de Comunicações do Celam – Conselho Episcopal Latino-americano).
Celebrações comemorativas marcantes
No dia 6 de janeiro de 1999, Dom Eduardo celebrou seu Jubileu de Prata Episcopal. O ponto alto das comemorações pelos 25 anos de dedicação ao Evangelho foi a missa solene de ação de graças na Catedral de Santo Antônio, em Piracicaba.
No final da celebração, foi lida a mensagem de congratulação enviada pelo Papa João Paulo II, na qual destaca duas grandes características do ministério de dom Eduardo: o trabalho vocacional e o serviço aos pobres. Diz um trecho da mensagem do papa: “Bem cedo soubemos que estás exercendo o oneroso ministério pastoral com exemplar diligência, prudente conselho e sólida piedade. Na verdade, além de outras obrigações, não podemos deixar de lembrar teu cuidado diário com os pobres e também o impulso dado por ti para suscitar vocações sacerdotais.”
Em 2000, outro momento marcante foi a comemoração do Jubileu de Ouro Sacerdotal. Para marcar a data, esteve em Roma, cidade onde foi ordenado sacerdote, e concelebrou missa festiva com o Papa João Paulo II, na capela particular do pontífice, na área residencial do Vaticano; depois, recebeu do papa um pequeno presente. Na diocese, a data foi comemorada no dia 19 de abril, Quarta-feira Santa, na Catedral, durante a Missa do Crisma (celebração da Quinta-feira Santa antecipada).
Também no ano 2.000, outra data importante foi celebrada. No dia 28 de fevereiro, uma missa de ação de graças, na Catedral, comemorou os 20 anos à frente de nossa diocese.
Sociedade rendeu homenagens a dom Eduardo
Dom Eduardo recebeu muitas homenagens dos poderes constituídos, mas principalmente do povo. Ele recebeu o título de “Cidadão Piracicabano”, em 1º de agosto de 1987.
Duas paróquias também lhe prestaram homenagem especial, dando seu nome ao centro de pastoral: a Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, em Piracicaba, e Santo Antônio, em Santa Bárbara.

Outros dados biográficos
Dom Eduardo Koaik nasceu em Manaus, aos 21 de agosto de 1926, filho de Miled José Koaik e Helena Elias Koaik. Tem dois irmãos: Ivone Koaik Teixeira, funcionária pública aposentada, e Elias Koaik, coronel reformado e que foi professor da escola do Exército no Rio de Janeiro.
Com cinco anos de casamento, a mãe ficou viúva e partiu com os três filhos de Manaus para o Rio de Janeiro. Com o ofício de costureira, educou os filhos e pagou o seminário do filho Eduardo. Moraram no centro da cidade, na rua dos Inválidos.
Foi na escola “Arthur Fernandes”, no Bairro das Laranjeiras, que o menino Eduardo fez o primário. Com onze anos, ingressou no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro, onde cursou os antigos cursos ginasial e colegial. Terminado o curso de Filosofia, foi para Roma, onde cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Em Roma, foi ordenado sacerdote no dia 8 de abril de 1950. Após a ordenação, retornou à Arquidiocese do Rio de Janeiro onde foi professor de Teologia Fundamental, diretor espiritual e mestre de disciplina do Seminário São José do Rio Comprido, até 1957. Também foi assistente da
JIC (Juventude Independente Católica).
Em 1957 assumiu como vigário coadjutor na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, até 1959. Foi também assistente diocesano da JEC ( Juventude Estudantil Católica); em 1959, foi nomeado assistente nacional dessa entidade. Ficou liberado para esse ministério até 1965, quando foi trabalhar na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, auxiliando o padre que mais tarde se tornou bispo, Dom Valdir Calheiros.
Em 1968 foi transferido para o bairro do Leme, vizinho de Copacabana, fundando a Paróquia Nossa Senhora do Rosário. No ano seguinte, foi transferido para o Forte de Copacabana, onde construiu, em dois anos, a Matriz da Ressurreição. Entre seus paroquianos havia muitos famosos, entre os quais o poeta Carlos Drumond de Andrade, a atriz Tônia Carrero, o jurista Sobral Pinto, Jô Rezende e outros políticos educados pela Igreja.
Em 1972, foi Vigário Episcopal das regiões da Tijuca e Oeste (zona rural) da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Foi também Vigário Geral e coordenador do clero.
Nomeação Episcopal - O Papa Paulo VI nomeou-o bispo de Noba e bispo-auxiliar do Rio de Janeiro no dia 22 de outubro de 1973. Foi ordenado bispo pelo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, então arcebispo do Rio de Janeiro, no dia 6 de janeiro de 1974.
Foi transferido para Piracicaba pelo Papa João Paulo II, em 7 de dezembro de 1979, tomando posse como Coadjutor com direito à sucessão de Dom Aníger Francisco de Maria Melilo e Administrador Apostólico “Sede Plena no dia 28 de fevereiro de 1980. A partir de 11 de janeiro de 1984, com a renúncia de Dom Aníger, tornou-se o 3o. bispo diocesano de Piracicaba.
Quando o papa transferiu-o para Piracicaba, nada conhecia sobre a cidade, apenas a famosa música “Rio Piracicaba”. Pegou um mapa do Brasil e se pôs a procurar a sede da sua nova diocese. Encontrando-a no mapa, comparou a distância com São Paulo e concluiu: “Não fica tão longe.”
Residindo em Piracicaba, tinha intenção de trazer sua mãe para morar consigo, mas ela faleceu em março de 1980, um mês depois da posse do filho como terceiro bispo da Diocese de Piracicaba.
Realizações de Dom Eduardo
Organização pastoral - Dom Eduardo pautou seu governo pastoral pelo espírito de comunhão e participação. Exerceu seu trabalho auxiliado pelo Conselho de Presbíteros (órgão representativo dos padres), pelo Conselho Diocesano de Pastoral (reunindo representantes das pastorais, movimentos e regiões pastorais), e da Reunião do Clero. Mas a instância maior desse trabalho conjunto foram as assembléias diocesanas. Durante seu governo pastoral, realizaram-se nove assembléias de planejamento e 9 assembléias temáticas.
Formação dos padres e dos leigos - A formação dos sacerdotes foi uma das preocupações de Dom Eduardo. Por isso, todos os anos promoveu o Retiro do Clero e a Reciclagem do Clero.
Para a formação dos futuros padres, criou, em 1981, o Seminário Teológico; em 1992, o Seminário Propedêutico; em 1997, o Seminário Filosófico.
Para a formação dos leigos, criou, em 1981, a Escola de Catequese, depois transformada em Escola para Formação de Agentes de Pastoral, que hoje funciona em regiões pastorais. Em 1992, criou a Escola de Teologia para Leigos, com quatro anos de duração, com aulas semanais em Piracicaba e Rio Claro. Anualmente promoveu a Reciclagem para os Leigos.
Pastoral Social - Dom Eduardo deu uma grande ênfase ao trabalho social da Igreja. Entre os diversos organismos criados por ele, podemos destacar:
Pastoral da Criança, em 1987
SEAME – Serviço de Apoio ao Menor (hoje chamado Serviço de Apoio ao Adolescente com Medida Socioeducativa), que atende menores infratores, em 1981.
Banco de Remédios, que oferece remédios gratuitamente aos necessitados, em 1981Bazar da Fraternidade, que oferece roupas novas e usadas a preços simbólicos, em 1996
Programa de construção de casas em mutirão, iniciado em 1982 – foram construídas 112 casas. Problemas de ordem financeira determinaram o enceramento do projeto.
CCI – Centro de Convivência Infantil (creche e pré-escola), em 1985 Revida – órgão da Pastoral da Sobriedade, iniciada em 1997. Em novembro de 2001, inaugurou a comunidade terapêutica para dependentes químicos,em um sítio em Rio das Pedras. (Hoje esse trabalho está nas mãos da Comunidade Aliança de Misericórdia)
No dia 25 de janeiro de 1988, criou a PASCA – Pastoral do Serviço da Caridade, com o objetivo de integrar e dar personalidade jurídica aos trabalhos da Pastoral Social da diocese.
Além desses, há outros serviços sociais na diocese implantados por Dom Eduardo.
Outras atividades - Criou o Boletim Informativo (depois chamado “Diocese em Comunicação”), órgão oficial de comunicação da diocese. O primeiro número saiu em maio de 1980; o último em março de 2006.
Atualmente, o órgão informativo é o jornal “Em Foco”, cuja primeira edição saiu em dezembro de 2006.
Criou 17 novas paróquias (sendo sete em Piracicaba), além de cinco quase-paróquias (sendo quatro em Piracicaba)
Em 2001, criou dois santuários marianos: o de Nossa Senhora dos Prazeres, em Piracicaba, e o de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, em Rio Claro.
Ordenou 34 padres diocesanos, além de vários religiosos, e 33 diáconos permanentes. Como bispo emérito, ordenou três sacerdotes diocesanos.
Portanto, no total, ordenou 37 padres diocesanos. E ordenou ainda muitos sacerdotes religiosos.
De 11 a 17 de junho de 2001, promoveu o II Congresso Eucarístico da diocese.
Como dimensão missionária especial da diocese, implantou, a partir de 1981, o projeto Igreja-irmã com a Prelazia (hoje Diocese) de Coxim, no estado do Mato Grosso do Sul.
Bispo emérito – ordenações
Como bispo emérito, ordenou três sacerdotes diocesanos (em 2004 - depois da saída de Dom Moacyr): Cláudio (16 de julho), William (15 de agosto) e Kléber (5 de setembro). E no dia 13 de agosto, o Frei Liomar Santos - CMSIA, no bairro Pompéia. Portanto, no total, ordenou 37 padres diocesanos.
Paróquias criadas em Piracicaba
Nossa Senhora Aparecida (Bairro Piracicamirim) – 2 de fevereiro de 1981
São Francisco Xavier (Bairro Itapuã) – 13 de junho de 1981
São Lucas (Vila Sônia) – 2 de fevereiro de 1993
Nossa Senhora dos Prazeres – recriada em 31 de maio de 1996
Santa Clara (Bairro Cecap) – 1º de janeiro de 1999 (capela curada em 13 de maio de 1991)
Menino Jesus de Praga – 6 de janeiro de 1999
São Francisco de Assis (Bairro Jupiá) – 10 de janeiro de 1999
Quase-paróquias
Divino Pai Eterno (Parque Piracicaba) – 4 de agosto de 1987
Santa Cruz (Anhumas) – 2 de fevereiro de 1990
São João Batista (Artemis) – 7 de junho de 1991
Imaculada Conceição e Sant’Ana (Bairros Santa Olímpia e Sant’Ana) – 1º de maio de 1996
Dom Eduardo
1ª ordenação sacerdotal – 28 de junho de 1980 - dos frades capuchinhos Frei Moacir Forti e Frei Ademar Degasperi
1ª ordenação diaconal - 15 de agosto de 1980 - Luiz Carlos Zotarelli, na Matriz Nossa Senhora Aparecida, em Rio Claro; sua ordenação sacerdotal foi em 13 de dezembro de 1981, em Santa Gertrudes.
1ª ordenação sacerdotal diocesana – 13 de junho de 1981 – Padre Paulo Athanásio Machado da Silva
1ª visita pastoral – em Santa Bárbara -13 a 16 de agosto de 1981 – Paróquia Nossa Senhora Aparecida (pároco – Padre Artur Sampaio); 20 a 23 de agosto de 1981 – Paróquia Santa Bárbara (pároco – Pe. Vitório Freguglia), e 17 a 20 de setembro de 1981 – Paróquia Bom Jesus (pároco – Pe. Mário Freguglia). Nessa época, Santa Bárbara possuía só essas 3 paróquias.
1ª visita “ad limina apostolorum” - 7 a 21 de junho de 1980; e no dia 22, participou da beatificação de José de Anchieta.
2ª visita “ad limina apostolorum” – setembro de 1985
3ª visita “ad limina apostolorum” – março de 1990
Beatificação de Anchieta – Dom Eduardo esteve presente, no dia 22 de junho de 1980, em Roma (estava em visita ad limina)





