Vereadora questiona o prefeito sobre gestão de contratos, disponibilidade de insumos e demora no atendimento da rede municipal de saúde

Por Redação 10/07/2026 às 11:03

(Foto: Divulgação)

A vereadora Esther Moraes apresentou na Câmara Municipal, dois requerimentos questionando a Administração Municipal sobre a área da saúde de Santa Bárbara d’Oeste.

Ela pede esclarecimentos a respeito da gestão dos repasses à empresa terceirizada responsável pelos médicos plantonistas e sobre a disponibilidade de insumos e medicamentos no Hospital Afonso Ramos e também solicita ao Executivo e suas secretarias competentes que informe sobre a demora no atendimento especializado no município.

Esther quer saber qual é a justificativa para a redução dos repasses municipais para o Hospital Afonso Ramos e como são tratadas as negociações da empresa terceirizada com os médicos para alterações de valores ou demais questões administrativas e/ou contratuais. Ela também questiona se foi negociado e aprovado junto aos médicos a diminuição dos valores por plantão; se será contratado mais médicos e outros profissionais da saúde em prol de garantir a manutenção e qualidade dos serviços prestados; se há falta de insumos e medicamentos, como corticoides, antibióticos e qual seria o prazo para restabelecer o abastecimento dos mesmos.

A vereadora justificou seus pedidos ressaltando que decorrem das diversas reclamações recebidas de usuários do sistema de saúde e de profissionais que atuam na unidade hospitalar mencionada, os quais, segunda ela, relatam a escassez de insumos e medicamentos indispensáveis ao atendimento, bem como a redução dos valores pagos por plantões. “Tenho recebido relatos de que essa situação tem gerado sobrecarga das equipes, aumento do tempo de espera e prejuízos à qualidade da assistência prestada à população”, alerta a vereadora.

Sobre a demora no atendimento especializado na rede municipal de saúde, Esther também considera ter recebido reclamações acerca da dificuldade de acesso de munícipes a esse tipo de consulta, inclusive nas áreas de cardiologia e otorrinolaringologia, não sendo contemplados com agendamento mesmo após vários pedidos. Diante disso, ela pergunta ao prefeito Rafael Piovezan qual é o tempo de espera para consulta com cardiologista e otorrinolaringologista na rede municipal, quais medidas a Secretaria Municipal de Saúde está adotando para reduzir a demanda reprimida nessas ou demais especialidades e quantas pessoas aguardam na fila de atendimento.

 “A demora no acesso às especialidades na rede municipal de saúde acarreta uma série de problemas que podem agravar situação dos pacientes e colocar em risco seus tratamentos”, conclui Esther.