Uma jovem de 19 anos acionou a Polícia Civil após ser agredida fisicamente e ameaçada de morte pelo próprio tio, um homem desempregado de 29 anos. O crime de violência doméstica ocorreu na noite da última quinta-feira (11), no bairro Cidade Nova.
De acordo com o depoimento da vítima, ela reside no mesmo sobrado que o agressor, seu tio, desde os seus 15 anos. O imóvel pertence aos avós da jovem. Ela relatou que o tio é usuário de bebidas alcoólicas, não trabalha e mantém um histórico de humilhações e agressões constantes na residência, inclusive contra os próprios pais, que são idosos.
O estopim para a violência daquela noite ocorreu por volta das 19h, motivado pelo comportamento do filho do agressor, de apenas 4 anos. Segundo a jovem, o menino costuma agredir os moradores da casa com a conivência do pai. Ao tentar intervir para cessar uma agressão da criança contra familiares, ela passou a ser atacada pelo tio, que estava alcoolizado.
Durante a discussão, o tio a empurrou contra um sofá e pressionou a mão contra o seu rosto, provocando arranhões visíveis. Além disso, o homem proferiu insultos machistas, chamando-a de "puta" e "biscate".
A violência escalou quando o agressor se dirigiu à cozinha para buscar uma faca com a intenção de atingir a sobrinha. Familiares que estavam no local intervieram para conter o homem, momento em que ele ameaçou verbalmente a jovem, afirmando que se ela voltasse para casa, ele a mataria.
Temendo por sua vida, a vendedora fugiu do imóvel e buscou abrigo provisório na casa de uma amiga. Ela revelou à polícia que não havia denunciado o familiar anteriormente por consideração aos seus avós, mas que a convivência tornou-se insustentável.
A ocorrência foi formalizada sob o plantão da Delegacia da Mulher Online e o caso foi tipificado sob as naturezas de Injúria Real, onde a ofensa cometida é mediante violência ou vias de fato humilhantes, ameaça Contra a Mulher, onde o Crime cometido em razão da condição do sexo feminino, com previsão de pena em dobro e Violência Doméstica.
A jovem manifestou o desejo de solicitar Medidas Protetivas de Urgência, e o pedido será encaminhado ao Poder Judiciário no prazo de 48 horas para determinar o afastamento do agressor do lar. Uma guia de encaminhamento para o Instituto Médico Legal (IML) de Americana foi emitida para que a vítima realize o exame de corpo de delito e comprove as lesões no rosto.
As investigações e diligências de polícia judiciária serão conduzidas pela Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM) de Santa Bárbara d’Oeste.





