Julho Amarelo: Saúde reforça a importância da testagem para detecção de hepatites virais

Por Redação/Prefeitura SBO) 26/07/2026 às 14:48

(Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Saúde, reforça ao longo do mês as orientações sobre a importância da testagem para detecção precoce de hepatites virais. A iniciativa faz parte do Julho Amarelo, mês de conscientização das hepatites virais, e ocorre em toda a rede municipal de saúde, por meio de decoração especial e Salas de Espera Ativa sobre o tema. Os testes estão disponíveis nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no AMDIC (Ambulatório Municipal de Doenças Infectocontagiosas).
 
A campanha Julho Amarelo foi instituída no Brasil pela Lei Federal nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das Hepatites Virais, consideradas como um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. É uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes essas infecções são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.
 
As principais hepatites virais são: A, B, C. A hepatite A é a que tem o maior número de casos e está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. As sepatites B e C são inflamações no fígado causadas por vírus e, como costumam ser silenciosas, acabam sendo descobertas quando a doença já está muito evoluída, com cirrose ou até com câncer de fígado (hepatocarcinoma).
 
Principais formas de transmissão das hepatites A, B e C
 
Hepatite A: a principal forma de transmissão é fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água contaminados, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal. O vírus também pode ser transmitido por contato pessoal próximo, incluindo relação sexual, especialmente em homens que fazem sexo com homens.
 
Hepatites B e C: os maiores fatores de transmissão ocorrem por meio do compartilhamento de objetos cortantes e perfurantes (agulhas, seringas, lâminas, alicates), relações sexuais sem proteção, e transmissão vertical (de mãe para filho durante a gravidez ou parto).
 
Tratamento
 
Não há nenhum tratamento específico para hepatite A. O mais importante é evitar a automedicação para alívio dos sintomas, uma vez que o uso de medicamentos desnecessários ou que são tóxicos ao fígado pode piorar o quadro. Os cuidados com a higiene pessoal, como a lavagem das mãos com água e sabão, são fundamentais para se evitar a contaminação por qualquer tipo de vírus ou bactéria. Além disso, é importante limpar os alimentos frescos antes de consumir para não ser infectado pelo vírus da hepatite A.
 
A hepatite B tem cura na maior parte dos casos, pois o próprio organismo cria anticorpos para eliminar o vírus em até seis meses depois dos sintomas iniciais. Porém, esta doença também pode tornar-se crônica e o vírus permanecer no organismo, levando a casos de cirrose e câncer de fígado.
 
Os tratamentos disponíveis atualmente para hepatite B não são capazes de curar a infecção, porém podem retardar a progressão da cirrose e reduzir a incidência de câncer de fígado.
 
A hepatite C tem elevado percentual de cura dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. Este é feito com os chamados antivirais, que apresentam taxas de cura de mais 95%. O tratamento é realizado, geralmente, por oito ou 12 semanas.
 
As hepatites B e C podem levar a cirrose hepática e até a uma maior incidência de câncer no fígado. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que de 70% a 80% das infecções entre os portadores dehepatite C se tornam crônicas. Além disso, 20% delas podem evoluir para cirrose e de 1 a 5%, para câncer de fígado.
 
Os tratamentos disponíveis para as hepatites virais são oferecidos gratuitamente pelo SUS. Vale ressaltar que existem vacinas para prevenir a infecção pelas hepatites A e B, também disponíveis no SUS. Não há vacinas para prevenir a hepatite C.
 
Em caso de dúvidas, a população deve entrar em contato na UBS mais próxima da sua residência ou no AMDIC, por meio dos telefones (19) 3454-8466 e (19) 3455-2490. O endereço de e-mail é o: [email protected]. O setor está situado à Rua Teresina, 553, no Planalto do Sol. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 16h30.