Um casal de Americana foi vítima de um golpe virtual e teve um prejuízo superior a R$ 33 mil após criminosos se passarem por advogada e representante da Justiça em uma suposta ação relacionada ao FGTS.
Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a fraude teve início na manhã do dia 16 de junho, quando a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de uma mulher que se identificou como "Dra. Sara Pinto", alegando ser advogada responsável por uma ação judicial envolvendo valores do FGTS.
A falsa advogada informou que o dinheiro referente ao processo havia sido liberado e que um promotor entraria em contato para realizar os procedimentos necessários para a transferência dos valores. No dia seguinte, um homem que se apresentou como "Dr. Bruno Lima" passou a manter contato com a vítima também por meio do aplicativo.
De acordo com o relato registrado no boletim, o suspeito orientou que a esposa da vítima permanecesse ao lado do marido durante uma suposta audiência virtual e filmasse a tela do celular enquanto eram realizados procedimentos bancários. Durante a ação, os criminosos tiveram acesso a informações financeiras e conseguiram efetuar uma transferência de R$ 29.999 da conta da vítima.
Na sequência, os golpistas ainda convenceram o aposentado a realizar duas transferências que totalizaram R$ 4 mil para a conta da esposa. Em seguida, a mulher foi orientada a efetuar um PIX de R$ 3.999,99 para uma conta indicada pelos criminosos.
Após as movimentações, os suspeitos alegaram que a conta bancária havia sido bloqueada e orientaram a vítima a procurar a agência para regularizar a situação. Também pediram que o casal não comentasse o ocorrido com ninguém e, caso fosse questionado, afirmasse que o dinheiro seria utilizado na compra de um veículo pela internet.
A fraude só foi descoberta quando as vítimas procuraram a gerente bancária, que identificou a ação criminosa e orientou o registro da ocorrência.
O caso foi registrado como estelionato no 3º Distrito Policial de Americana e será investigado pela Polícia Civil.
Alerta
Autoridades reforçam que advogados, promotores e órgãos da Justiça não solicitam transferências bancárias, PIX ou compartilhamento de informações financeiras por telefone ou aplicativos de mensagens. Em caso de suspeita, a orientação é interromper o contato e procurar diretamente o advogado responsável pelo processo ou a instituição envolvida.





