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EDUCAÇÃO

30/11/-0001 às 13:22:00

Professores mediadores de conflitos iniciam nova jornada nas escolas da região de Campinas


A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo inicia uma nova temporada de atividades dos professores formados com técnicas de justiça restaurativa e mediação de conflito. Eles atuam para melhorar o ambiente escolar e a vida dos alunos. Além do papel de conciliador, os professores são capacitados para criar ações preventivas e ainda aproximar estudantes, comunidade e unidade de ensino em campanhas contra o racismo, bullying e outras formas de discriminação. Os mediadores - que podem ser de qualquer disciplina - passam por uma formação coordenada pelo Sistema de Proteção Escolar (SPEC) da Secretaria

Neste início de 2015, são 2,7 mil profissionais em atividade. Nas escolas da região de Campinas, são 354 'professores mediadores', responsáveis por elaborarem jogos e criarem dinâmicas, sempre abordando a temática dos jovens, crianças e adultos. O número é maior do que o dobro em relação ao registrado em 2010, quando o projeto começou. As capacitações e treinamentos são oferecidos ao longo do ano e novos profissionais são incluídos ao grupo destes docentes

"Pioneiro no País, o programa de professores mediadores possibilita que a escola acompanhe ainda mais de perto as demandas dos nossos alunos. A participação ativa do professor na vida do jovem provoca maior mobilização em projetos e uma comunidade escolar ainda mais participativa, o que é decisivo para aprimorar o ensino", afirma o secretário da Educação, professor Herman Voorwald.

Foco na saúde psicológica

Em 2014, de maneira inédita, a Secretaria em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ofereceu aos mediadores um curso para detectar sinais de depressão, déficit de atenção, transtorno bipolar e outras manifestações psíquicas nos alunos. O objetivo é que os educadores saibam como abordar os estudantes e ofereçam ajuda.

Nesta primeira etapa do projeto 'Cuca Legal' participaram 318 professores da capital paulista, Ribeirão Preto, Santos, Sorocaba e Taboão da Serra. Durante as aulas do curso foram oferecidas estratégias de promoção à saúde mental e prevenção de transtornos na escola, com uma abordagem interativa que contempla educadores e alunos.

 

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