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LUTO

07/04/2021 às 09:56:00

Madalena, ex-vereadora de Piracicaba, é encontrada morta em sua casa


Luiz Antonio Leite de Moura, a Madalena, ex-vereadora transexual de Piracicaba, foi encontrada morta em sua residência, no bairro Boa Esperança, na madrugada desta quarta-feira (07). Conforme informações da Polícia Militar, Madalena foi encontrada com sinais de violência no rosto

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso, registrado como homicídio, foi encaminhado para o DEIC de Piracicaba.

Madalena tinha 64 anos. Foi a primeira vereadora transexual eleita na história de Piracicaba e exerceu o mandato de 2013 a 2016.

BIOGRAFIA: 

Luiz Antonio Leite de Moura, a Madalena, atuava como líder comunitária em Piracicaba e se tornou a primeira travesti eleita vereadora na história da cidade. Sua biografia foi registrada na página oficial da Câmara de Piracicaba:

“Quase um personagem folclórico para os piracicabanos. Madalena – que sempre chamou atenção por andar pelas ruas usando roupas e acessórios femininos – recebeu 3.035 votos e teve o segundo melhor desempenho do PSDB no pleito. Para evitar que sua futura função se confunda com a imagem irreverente e quase caricata, a parlamentar – que é líder comunitária há 25 anos – decidiu trocar as roupas femininas pelo terno e gravata na posse.

Madalena trabalhou desde a adolescência como cozinheira e faxineira em casas de família e repartições públicas. Como líder social, foi presidente do centro comunitário do bairro Boa Esperança e já foi candidata a vereadora seis vezes (1988, 1992, 1994, 2004, 2008, 2012), mas só nesse mandato obteve votos suficientes para se eleger. Madalena ficou famosa em Piracicaba pela irreverência e pelo visual: um homem negro de corpo esguio com quase 1,80 metro de altura, que usa roupas femininas há 40 anos.

Ela conta que o nome de batismo foi substituído por Madalena quando tinha 15 anos, já assumido como homossexual:

“Eu trabalhava de faxineira com a minha mãe em uma republica chamada Canecão,  e os moradores fizeram um concurso para escolher um nome de mulher pra mim. Aí ganhou Madalena. Eu gostei e ficou o nome."

Travesti, gay, homossexual, ele ou ela. Muitos tem duvidas sobre como se referir a Madalena, que não escolhe nenhuma das etiquetas.

“Para mim tanto faz a maneira como me chamam. Quando eu me olho no espelho, vejo um homem de muita coragem. Vou usar terno e gravata na posse e quando precisar durante as reuniões. Mas vou continuar a ser a mesma Madalena de sempre”. (Fonte Câmara de Piracicaba)


Foto: Câmara de Piracicaba)

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