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Nacional

18/10/2020 às 11:53:00

Equipe técnica do CEDOC da Fundação Romi finaliza trabalho de higienização dos negativos de vidro


O Centro de Documentação Histórica - CEDOC da Fundação Romi está executando, desde dezembro de 2019, o projeto “Imagens Reveladas. Tesouros Escondidos” que até o final, previsto para agosto de 2021, irá realizar o processamento técnico de 2.500 negativos da coleção do fotográfico Augusto Strazdin (1900-1986), pertencentes ao acervo do CEDOC. Dentre esses negativos, há centenas que são de VIDRO. No mês de OUTUBRO a equipe técnica do CEDOC terminou o trabalho de higienização, acondicionamento e digitalização de 498 chapas de vidro e preparou um vídeo onde é possível acompanhar o trabalho realizado. Link para vídeo https://www.youtube.com/watch?v=A5aakebGits

 

Para o trabalho de HIGIENIZAÇÃO é preciso que o profissional utilize avental, luvas, óculos de proteção e touca. A higienização é realizada negativo a negativo com uma solução de álcool etílico P.A. (etanol) diluído em água deionizada ou destilada. Foi confeccionada, com cartolina, uma estação de trabalho para a realização da limpeza. “A técnica que utilizamos é na face com a emulsão a higienização apenas com soprador e na superfície de vidro a limpeza com solvente. Depois de higienizados os negativos são digitalizados e acondicionados verticalmente em envelope com formato de cruz, depois em um envelope com forma de luva, e depois em mais duas outras caixas. Lembrando que esses papéis que constituem os invólucros, onde ficam os documentos, são confeccionados em papel com qualidade arquivística, isto é, papel permanente/durável livre de qualquer impureza, quimicamente estável”, explica a coordenadora do CEDOC da Fundação Romi Sandra Edilene de Souza Barboza.

 

A digitalização dos negativos foi realizada com um scanner comprado para a execução desse projeto que possibilita transformar a imagem negativa em positiva. Para esclarecer a respeito dos negativos de vidro é preciso lembrar que no começo do século XX, as imagens fotográficas eram obtidas com pesadas câmera de madeira que produziam negativos em chapas de vidro. Em depoimento para Antonio Carlos Angolini, em 1981, o fotógrafo Augusto Strazdin contou, através de lembranças, sobre este trabalho: “A inauguração de Ponte do Funil tinha lá banquete na Ilha da Amizade... levei máquina 24 por 30, mas usava chapa menor 18x24, era pesada, levar tripe, máquina, chapa grande, pesava. Mas foi tirei.”. Nessa passagem ele se refere a inauguração da Ponte do Funil em 2 de outubro de 1937.

 

Hoje, passados mais de 80 anos, os negativos de VIDRO estão sendo preservados. Esse trabalho tão cheio de detalhes e especificações técnicas é realizado porque o Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi tem o compromisso com a preservação da história de Santa Bárbara d'Oeste. Esse projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura, e com o patrocínio da Indústrias Romi, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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