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23/05/2020 às 14:28:00

DataSenado: Maioria acredita que há mais contaminados com covid-19 que o divulgado


De acordo com pesquisa do Instituto DataSenado, a maioria dos brasileiros acredita que o número de contaminados no país com o novo coronavírus é maior que o divulgado. A pesquisa também indica que a TV é a principal fonte de informações sobre a pandemia; a maioria acredita que a crise econômica provocada pela covid-19 deve se agravar; e quase todos apoiam o uso obrigatório de máscara oficial em lugares públicos. Também foram feitas perguntas sobre o auxílio emergencial e projetos de lei relacionados à pandemia.

O DataSenado informou que a pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de maio, quando foram entrevistadas, por telefone, 1.200 pessoas com mais de 16 anos, em uma amostra representativa da opinião da população brasileira.

Para 59% dos participantes, o número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus no Brasil é maior do que o noticiado, enquanto 28% acreditam que o número de contaminados é menor que o divulgado.

A pesquisa também mostra que, para 62%, a TV é a principal fonte de informações sobre a pandemia de coronavírus. Os sites de notícias são o segundo meio mais citado: 16%. Em seguida aparecem "outros meios" (10%), Facebook (7%) e WhatsApp (4%).

Crise econômica e sanitária

A maioria dos entrevistados (57%) acredita que a crise econômica provocada pela covid-19 deve se agravar. Para outros 32%, atualmente a economia do país enfrenta a pior fase da crise.

Em relação à crise na saúde, as opiniões estão divididas: 45% dos participantes da pesquisa acreditam que o momento atual é o pior, enquanto outros 48% avaliam que o pior dessa crise ainda está por vir.

Quase todos os participantes da pesquisa (98%) manifestaram apoio ao uso obrigatório de máscaras faciais em lugares públicos.

Auxílio emergencial

Nessa pesquisa, perguntou-se aos entrevistados o quanto eles sabiam sobre o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional: 47% disseram saber pouco, enquanto 43% disseram saber muito.

Também se perguntou se eles solicitaram o auxílio emergencial: 54% responderam que não; outros 46%, sim. Dos que solicitaram o auxílio, 65% afirmaram que já receberam a primeira parcela, enquanto 35% disseram que ainda não a receberam.

Nove em cada dez entrevistados acreditam que o pagamento do auxílio emergencial deveria ser estendido até o fim do estado de calamidade pública. Essa prorrogação está prevista em projetos de lei que tramitam no Senado: o PL 2.593/2020, da senadora Kátia Abreu (PP-TO); o PL 2.627/2020, do senador Jean Paul Prates (PT-RN); e o PL 2.133/2020, do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Questionados sobre isso, 91% dos entrevistados concordam com a prorrogação do auxílio emergencial enquanto durar o estado de calamidade; 7% discordam. Para Jean Paul, o resultado mostra que a população brasileira “já se divorciou das bandeiras do governo Bolsonaro”.

— O que já foi aprovado até agora estabelece o auxílio por apenas três meses. É pouco, e não é suficiente para impedir que uma grande parte dos brasileiros afunde na miséria até o final do ano. O governo tem que entender o que os brasileiros já entenderam: essa pandemia é uma crise grave, e só o Estado, só o governo, pode socorrer a população. Isso está ocorrendo em todo o mundo, em todos os países. Ficar na contramão é uma péssima política — argumentou o senador.

Internet

Os entrevistados também opinaram sobre o PL 2.388/2020, projeto de lei da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) que cria um auxílio no valor de R$ 100 mensais para famílias de baixa renda, para que elas possam pagar por serviços de comunicação como internet e celular durante a pandemia. A pesquisa mostra que 73% dos participantes concordam com essa medida, enquanto 26% discordam dela.

(Foto: PM-RJ-reprodução Agência Senado)

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