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Por que a ‘Educação’ e a ‘Fotografia’ podem ser complementares?


   


     Antes de iniciarmos a conversa, é importante que se coloque uma questão muito importante: estamos tratando da fotografia documental – uma modalidade muito específica da fotografia. Num outro momento trataremos, detalhadamente, dela. 

Há inúmeras razões que explicam esse fenômeno. Vou, nesse momento, me atentar apenas refletir em duas citações de Susan Sotag, grande teórica da área, que podem, perfeitamente, ser aplicadas nessa questão. 

No início da sua obra, “Sobre Fotografia”, Sontag faz a seguinte afirmação: “Colecionar fotos é colecionar o mundo”.

      Na mesma obra, em um outro momento, ela diz que que “Fotografar é atribuir importância”. 

Ao analisarmos a primeira afirmação, iremos compreender que a fotografia, quando inserida num contexto educacional, abre infinitos portais de conhecimento que, até então, poderiam não estar contemplados no mundo do sujeito que se coloca diante de uma imagem fotográfica. A partir dela, é possível discutir uma série de questões que se apresentam na imagem. 

Vamos aos exemplos.

        Ao retratarmos uma simples planta, poderemos propor, por exemplo, discutir a preservação do meio ambiente. E mais que isso, envolver alunos, e professores, a se aprofundarem nessa questão.

Nesse momento estará colocado a possibilidade da riqueza da troca, das experiências, dos conhecimentos, que se consolidarão a partir do diálogo proposto pela imagem.

O segundo ponto que elencamos nesse texto, trata-se da autoridade da fotografia.

       Ela, naturalmente, atribui importância a algo, ou a alguém.

       Em outras palavras, uma imagem é captada em razão da importância que o objeto fotografado tinha antes, mesmo, se tornar uma imagem. 

Não se fotografa sem motivos. A imagem que foi construída no mundo real, passou, primeiramente, pelo mundo imagético. 

Dessa forma, podemos inserir a fotografia no campo educacional em razão da possibilidade de acessar novos mundos, novas possibilidades. 

E mais: a fotografia nos proporciona uma autoridade que lhe é única, intransferível, e que existe desde o seu surgimento. 

Espero ter contribuído. Um forte abraço, e até mais! 


Anderson Junque é jornalista e mestre em educação

Instagran: anderson.junque

www.andersonjunque.com.br

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