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O que fazer depois do impeachment...


Consumado. Ao final de oito que sacudiram a vida nacional, chegamos ao final o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Como manda a Constituição, o vice-presidente Michel Temer foi efetivado como presidente e agora tem a responsabilidade de governar até o término do mandato, fixado para 31 de dezembro de 2018. Foi um tempo difícil, onde a luta política, levada ao extremo do salve-se-quem-puder, impossibilitou ações mais ousadas de combate à crise econômica que faz sofrer a população. Terminado esse penoso ritual, chegou a hora de cada um encarar suas responsabilidades e contribuir para recolocar o país nos eixos.

É importante entender que só o afastamento da presidente não resolve o problema nacional. É preciso a adoção de medidas austeras e criativas que recuperem a confiança dos investidores, reativem o mercado, a produção e a volta da prosperidade nacional. Os investidos nas funções de governo e as lideranças econômicas têm de cumprir suas missões e as instituições precisam funcionar garantindo o \"imperium\" do Estado.

Todos nós, brasileiros, precisamos compreender que, mesmo afastado o governo que não se sustentavam, os problemas persistem e exigem muito esforço e dedicação daqueles cuja posição na sociedade e na vida pública atribuem o dever de equacioná-los. Governo, Poder Legislativo, Poder Judiciário e Sociedade Civil, por seus órgãos e representações, têm o dever de buscar o porto seguro Brasil mergulhado na crise. Todos temos a obrigação de cultivar o império da lei e das boas práticas para reavivar o Brasil próspero e ideal para os brasileiros.

É um momento que exige muito juízo. A prioridade tem de ser a recuperação nacional, o extirpar dos maus hábitos e a recuperação da credibilidade nacional. Não poderão prevalecer as teses extremistas ou desagregadoras da sociedade. Cada brasileiro tem de entender o novo tempo que começa a se viver e, na medida do possível, dar sua contribuição para sua consolidação para, depois, poder usufruir dos benefícios de uma nação redirecionada para o progresso, o equilíbrio e a justiça social.

O presidente Michel Temer é apenas o comandante desse novo tempo, colocado no posto pelos mesmos votos que em 2014 para lá levaram a presidente hoje cassada. O governo está em suas mãos, mas a tarefa de salvar o Brasil é de todos os brasileiros, cada qual fazendo o melhor que puder, no seu devido lugar. Tudo o que se fizer fora dessa direção, não passará de lesa-pátria e merecerá o repúdio e a mais severa e justa reprimenda...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

aspomilpm@terra.com.br

 

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