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Começa a campanha eleitoral


A partir desta terça-feira (16), e por 45 dias, viveremos a campanha eleitoral, tempo em que seremos abordados pelos candidatos a prefeito e a vereador e por seus cabos eleitorais. Os que já tiverem o registro deferido poderão percorrer as ruas com carro de som, instalar comitês e realizar comícios. Com as alterações incluídas no ano passado, a campanha foi reduzida pela metade - de 90 para 45 dias - e não se pode mais utilizar cavaletes em vias públicas, fazer pichações e outras formas antigas de buscaao eleitor. O horário eleitoral de rádio e televisão, que começa no dia 26, também foi reduzido de 45 para 35 dias e teve encurtada a duração dos programas.

Desde que foi criado, em 1965, o horário gratuito nunca achou um formato adequado. Custa caro aos partidos e candidatos, porque gratuito é só o espaço, mas a produção é paga, e essa modalidade nem sempre consegue convencer o eleitor, que a rejeita. Com as alterações à legislação, o tempo dos programas diminuiu e aumentaram as inserções em meio à programação comercial das emissoras. Marqueteiros vêem como positivo o aumento do número de inserções de 30 segundos, pois estas têm mais possibilidade de chegar ao eleitor, que costuma desligar o rádio ou a televisão durante a propaganda dos candidatos.

É importante lembrar que, por mais enfadonha que possa parecer, a propaganda eleitoral pode cumprir uma boa função, levando ao eleitorado algum conhecimento sobre os candidatos e suas propostas de trabalho. Além dos horários de rádio e televisão, há a campanha propriamente dita e, ainda, a cobertura de campanha feita pelos jornais e, dentro das restrições legais, pelo rádio e televisão. O eleitor, no seu próprio interesse, deveria acompanhar atentamente a programação eleitoral, e com esse e outros meios, procurar informações detalhadas sobre aqueles que pedem votos em seu município, para poder cumprir bem o seu direito e dever de votar. Rejeitar o modismo dos que criticam a eleição e a campanha e lembrar que se os bons não participam ou se interessam pelas eleições, elas e seus cargos ficarão exclusivamente nas mãos dos maus.

Nós, brasileiros, vivenciamos hoje um verdadeiro desastre político-administrativo, que levou ao impeachment presidencial em fase de conclusão. É bom lembrar que as mudanças que todos buscamos passam também por votar bem nas eleições. Aliás, essa é a única contribuição que o cidadão comum consegue dar ao processo. Não vamos perder a oportunidade...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

aspomilpm@terra.com.br

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