ECONOMIA

Varejo regional retoma criação de empregos em abril, afirma Sincomércio

19/05/2017 - 13h15

 

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O comércio varejista dos municípios da base do Sincomercio (Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste) teve saldo positivo de empregos formais em abril, com 68 vagas abertas, número bem superior a 2016, quando, no mesmo mês, houve saldo negativo de 23 postos de trabalho. O segmento que mais puxou os números para cima foi o de Supermercados, com 43 vagas formais. No geral, o setor do comércio (neste caso, considerando também o atacado) ficou em quarto lugar, atrás de indústria, serviços e agropecuária.

"A retomada do crescimento da economia brasileira já vinha impactando na retomada do emprego, e em abril chegou ao setor do comércio", comemora a assessora economia do Sincomercio, Caroline Miranda Brandão. "Naturalmente, este é o setor que mais demora a sentir os reflexos da oscilação da economia, seja positiva ou negativamente. Geralmente os setores da cadeia produtiva - como indústria e agropecuária, por exemplo - são os que sofrem o impacto mais rapidamente", explica.

Por município:Das três cidades da base do Sincomercio, Americana e Santa Bárbara abriram 39 e 30 postos em abril, respectivamente. Números, além de positivos, bem melhores na comparação com o mesmo mês de 2016, quando os municípios fecharam 31 e 5 vagas formais, respectivamente. Nova Odessa, no entanto, andou na contramão dos seus vizinhos. Se em abril de 2016 haviam sido abertos 13 postos de trabalho, no mês passado a cidade fechou uma vaga no comércio varejista.

Outros setores: Seguindo o quadro nacional - que abriu 59.856 vagas formais de trabalho em abril, se considerarmos todos os setores somados, a região da base territorial do Sincomercio também teve saldo positivo. Foram 1.023 novas vagas, sendo 234 em Americana, 97 em Nova Odessa e 692 em Santa Bárbara d'Oeste. Se comparado a abril de 2016, os postos formais de trabalho cresceram em todos os municípios.

A retomada do emprego, na avaliação de Caroline Brandão, é uma conseqüência natural da melhora do cenário econômico nacional. No entanto, ela alerta para a influência que a crise política pode causar. "Com as últimas denúncias de corrupção, envolvendo principalmente o presidente da república, é natural que haja uma diminuição na confiança da população e dos empresários, principalmente internacionais, e a economia sinta o impacto, deixando de crescer. A esperança é que a situação política se solucione rapidamente, a fim de influenciar o menos possível no crescimento que vinha ocorrendo", analisa a assessora.

 

 

Fonte: Redação/Divulgação

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